Tartaruga Verde resgatada de uma rede de pesca em Florianópolis

O dia 2 de Março de 2010 foi resgatada de uma rede de cerco flutuante pelos pescadores da comunidade da Barra da Lagoa que colaboram com o Projeto Tamar. No local, fizemos biometria (medidas do animal) e coleta de tecido para estudos populacionais de DNA. O animal foi transferido para a Sede do Projeto onde ficou em observação, estando então apto a voltar para o mar. Quando uma tartaruga encontra-se debilitada, fica o tempo necessário na veterinária do projeto e quando está recuperada, devolve-se ao mar. No caso deste animal, ele foi devolvido ao mar ainda no mesmo dia.

Nome científico: Chelonia mydas
Nome popular: Tartaruga Verde

Esta espécie pode atingir até 1,20m de comprimento e pesar até 350 kg.

É a espécie mais encontrada no litoral de SC, porém ainda encontra-se ameaçada de extinção.

É herbívora (se alimenta preferencialmente de algas) e vem aos costões para se alimentar onde são mais suscetíveis a ficarem presas nas redes.

Muitos pescadores já sabem que ela pode não estar morta, mas sim “desmaiada por afogamento” e conseguem reanimá-las.

O Tamar em Santa Catarina vem trabalhando com a rede de emalhe e os cercos flutuantes. Todo animal encontrado nestes artefatos de pesca são transportados até o Tamar e examinados. Caso o mesmo se encontre em bom estado de saúde, os técnicos do Projeto fazem biometria, marcação e coleta de tecido antes de liberá-lo ao mar. Já as tartarugas debilitadas, ficam no Centro de Recuperação para tratamento.

Nos últimos 3 anos, registramos 290 ocorrências e liberamos ao mar 122 indivíduos das 5 espécies de tartarugas marinhas, sendo sua maioria tartaruga verde.

Na pescaria oceânica de espinhel, em parceria com o CEPSUL – IBAMA em Itajaí, o Tamar desenvolve e testa medidas que atenuem o efeito das pescarias sobre as tartarugas marinhas. Recentemente, o Projeto está empenhado em testar os anzóis circulares, que agridem menos as tartarugas, em substituição aos anzóis comuns (em forma de letra J) utilizados na pesca com espinhel. Devido ao tamanho e formato, as tartarugas não conseguem engolir o anzol circular quando se aproximam para comer as iscas.

Nos últimos anos, em função da adoção voluntária de anzóis circulares por alguns barcos da frota nacional, aproximadamente 800 tartarugas marinhas deixam de ser capturadas anualmente pela pesca de espinhel pelágico no Sul do Brasil.

Centro de Visitantes na Barra da Lagoa

A base do Projeto Tamar fica na Barra da Lagoa – Loteamento Cidade da Barra e está aberta para visitação todos os dias da semana, inclusive nos feriados, das 9:30 às 17:30 horas. Aqui as pessoas podem ver 4 das 5 espécies que desovam no Brasil e dependendo do horário podem acompanhar a alimentação destes animais. Além disso, têm acesso a informações sobre as atividades do Projeto, curiosidades sobre as tartarugas marinhas e outros atrativos.

As escolas podem agendar visitas com seus alunos e são recebidas por monitores.

Desde sua criação, o Centro já recebeu mais de 170 mil visitantes, 30 mil somente neste último ano; e foram atendidas cerca de 800 escolas com aproximadamente 25 mil alunos.

Maiores informações: +55 48 3236-2015

Fonte:

Camila Trentin Cegoni
Gestora Centro de Visitantes

Projeto TAMAR- ICMBio / Fundação Pró-Tamar
Centro de Visitantes Florianópolis

Tel: + 55 48 3236-2015
Fax: +55 48 3236-2015
www.projetotamar.org.br

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